Auditoria de cálculo judicial
Conferir um cálculo não é reler o total: é refazer a conta e comparar. Aqui você abre o arquivo de auditoria de um cálculo feito no cajud e ele é recalculado do zero, no seu navegador, sem cadastro.
O que é auditar um cálculo
Dois cálculos do mesmo débito, com o mesmo índice e o mesmo período, chegam a valores diferentes com frequência. A causa quase nunca é aritmética: são escolhas de método que ninguém declara – se o mês inicial entra na conta, se o mês de fronteira vale inteiro ou proporcional, o que se faz com a competência de inflação negativa, onde o arredondamento acontece.
Auditar é reproduzir essas escolhas uma a uma e ver de onde nasce a diferença, em vez de discutir o total no escuro. O detalhe de cada uma delas está em por que dois cálculos de correção monetária divergem.
Como funciona
1. Quem fez o cálculo exporta o arquivo
Na calculadora de atualização de débito, nas opções do resultado, o botão Baixar dados de auditoria (.cajud) gera o arquivo. É uma exportação opcional e à parte: não vai dentro do PDF nem acompanha o cálculo por padrão, então quem quer ser conferido precisa anexá-la de propósito.
2. Você abre o arquivo no leitor
Sem conta, sem licença, sem instalar nada. O arquivo não é enviado para lugar nenhum: a leitura e o recálculo acontecem no seu navegador.
3. O motor refaz a conta e abre a memória
Não é releitura do resultado que foi salvo. É o mesmo motor de cálculo rodando outra vez sobre os parâmetros originais, com a evolução mês a mês aberta para conferência.
Por que os índices vão congelados no arquivo
O arquivo carrega as séries de índice usadas no cálculo, não apenas os parâmetros. Isso existe por um motivo prático: série oficial é revisada. Um IPCA conferido dois anos depois pode não ser mais o número que estava publicado no dia do cálculo, e a conferência acusaria uma divergência que nunca existiu. Com as séries congeladas, o recálculo devolve o mesmo resultado hoje, no ano que vem e na perícia.
O arquivo também grava a versão do motor que produziu o cálculo. Se o motor mudou desde então, a auditoria avisa em vez de fingir que nada aconteceu: aí a divergência pode ser real, e você precisa saber dela antes de alegar erro. Arquivo exportado sem o congelamento também abre, com aviso na tela.
O que a conferência mostra
- Total e subtotais recalculados, com juros e encargos separados por rubrica.
- Cada parcela com data de início, fator de atualização e os fatores de juros remuneratórios e moratórios aplicados.
- Evolução mês a mês de cada parcela, com o intervalo de dias considerado nos meses parciais.
- Tabela de fatores por regra, com a virada de critério marcada no ponto exato em que acontece.
- Variação mensal de cada índice usado no cálculo.
- Aviso quando a versão do motor mudou e quando o arquivo veio sem índices congelados.
Para quem é
Quem vai impugnar
O art. 525, § 5º rejeita liminarmente a impugnação por excesso que não declara o valor que se entende correto, e declarar esse valor pressupõe conseguir refazer a conta do credor. É o assunto do demonstrativo do art. 524.
Quem apresentou a conta
Anexar o arquivo é o que permite à outra parte conferir sem refazer no escuro. Conta conferível é conta que não vira incidente – e erro de cálculo em execução tem preço unilateral.
O juízo e o perito
Conferência sem cadastro, sem instalação e sem depender de quem fez o cálculo, com a memória completa na tela.
Perguntas frequentes
Preciso de conta para conferir um cálculo?
Não. A página é pública e o recálculo roda inteiramente no seu navegador, sem cadastro e sem licença.
De onde vem o arquivo .cajud?
De uma exportação opcional feita por quem produziu o cálculo: na calculadora de atualização de débito, nas opções do resultado, o botão Baixar dados de auditoria gera o arquivo. Ele não sai dentro do PDF nem acompanha o cálculo por padrão – precisa ser exportado e enviado de propósito.
O arquivo é enviado para algum servidor?
Não. A leitura e o recálculo acontecem no navegador. O conteúdo do cálculo não sobe para o cajud nem para terceiros.
E se o índice foi revisado depois do cálculo?
O arquivo carrega as séries congeladas do cálculo original, então a conferência usa os mesmos números de lá e não é afetada por revisão posterior. Quando o arquivo vem sem o congelamento, a página avisa que o recálculo usou os índices vigentes na data da conferência.
Dá para conferir um cálculo que não foi feito no cajud?
Não por aqui: a auditoria depende do arquivo exportado. Para conferir uma conta de terceiro, o caminho é refazer o cálculo na calculadora de atualização de débito com o critério que a outra parte declarou e comparar trecho a trecho.
O que acontece se o motor de cálculo mudou desde que o cálculo foi feito?
O arquivo grava a versão do motor que o produziu. Se a conferência roda em versão diferente, a auditoria mostra as duas e avisa que pode haver divergência por correção de método.
O cálculo que gera esse arquivo
Correção monetária, juros e encargos com memória auditável.